Expresso Folclore
Jequitibá respira cultura: tambor,
maculelê, congado, folia de reis, capoeira
Por Samantha Mapa
Não dá para segurar. Se tem um batuque que merece
reconhecimento foi o da Dona Maria. Aos 81 anos, a filha do
município de São Romão, no norte de Minas,
(595 km de Belo Horizonte), com uma vitalidade de dar gosto
e com um forte ritmo de batida da “caixa de madeira deu
um show de multiculturalismo e resgate de memórias regionais.
“Quando estou ali dançando,
é como se visse minha avó, meus pais, tios, e
irmã brincando de batuque em minha terra São Romão”.
Quando questionada se pretende continuar sua tradição,
Dona Maria responde rapidamente: “Moça, tenho ensinado
para meus netos, sobrinhos e parente o que minha avó
me ensinou. Se eu passar isso para outras pessoas, o batuque
morre”, exalta. Com um roncador, “pai da cuíca”,
a artista através de sua música repentista demonstrou
traços de uma cultura mista, incomun nas Minas Gerais:
tambores mineiros e versos sertanistas. “Juntê,
Jabulê, vamos quebrar côco para madurecer e fazer
melado para meu bem comer”.
Esta foi uma das apresentações
da primeira noite 05/09) do 20º Festival de Folclore de
Jequitibá, que vai até domingo (07/09), na cidade
de Jequitibá – MG. O Festival teve também
a ilustre presença de outros grupos genuinamente folclóricos
como as Meninas de Sinhá. (BH) e Grupo Tambor do Matição
(Jaboticatubas).
Vários outros grupos farão
apresentações no festival, como a chilena, Tipa
Parra, detentora de uma sensibilidade artística impressionante;
o violeiro Chico Lobo, Comunidade dos Arturos e outros (confira
programação completa)
Fitas das moças
As crianças e jovens
do Projeto Federal Cras- Jequitibá fizeram, na manhã,
de sábado (06/09), apresentações da tradicional
dança de fitas. Com muita alegria e irreverência
as meninas conquistaram o gosto popular. Segundo a Coordenadora
do Cras, Ana Flávia Sales, os professores do projeto
têm usado o folclore como instrumento de acesso as famílias.
“A partir desse canal, trabalhamos temas como sexualidade,
família, drogas. Para a filha de Jequitibá, Jordana
Cássia que participa do projeto há dois anos,
o Festival representa uma mistura de continuidade de cultura
familiar e espaço de troca de culturas. “É
muito bom apresentar a cultura de nossa cidade”, ressalta.
Leia mais sobre o Festival 2008
(1ºdia)
Jequitibá
respira cultura: tambor, maculelê, congado, folia de reis,
capoeira
Meninas
de Sinhá abrem a primeira noite de shows de Jequitibá
Dona Maria do Batuque
esquenta primeira noite de festival
Grupo
Tambor do Matição fecha primeiro dia com chave
de ouro
A
herança
do Batuque
whisky
de Jequitibá
Barraca
do Táreco
(2ºdia)
Boi ressuscita
em Jequitibá
Festival
de Jequitibá movimenta setor hoteleiro
Cirandas,
cantigas de roda e oficinas teatrais fizeram a festa da criançada
no primeiro dia de festival
(3ºdia)
Festa sonora
no Festival